A armadilha do “OU” versus o poder libertador do “E SE…”

A armadilha do “OU” versus o poder libertador do “E SE…”
20/07/2016 Marcos Ton

AAEAAQAAAAAAAAkAAAAAJGM3MWRiMjkyLWU0ZWYtNGI4MS1hZGY0LWEyNmMwODdhMTBlZQQuantas vezes você já se pegou olhando para um determinado problema sem enxergar saídas e olhando fixamente para uma ou no máximo duas saídas?

Eu chamo isto da armadilha do “OU”, quer dizer, uma mania que temos de adotar uma visão reducionalista e que tende a enxergar uma ou outra opção diante dos desafios da vida.

Eu costumo dizer que o “OU é tirano e cruel” – pois nos confronta dialeticamente com decisões dicotômicas de fazermos A ou fazermos B – como se nada mais além disto pudesse existir…

Ainda bem que a vida não é só isso, a vida é cheia de possibilidades para enfrentarmos os desafios do cotidiano e estas possibilidades são muito maiores do que normalmente imaginamos ou simplesmente aprendemos a enxergar ao longo da vida.

Muitas gerações passadas na sua maioria cresceram e foram educadas debaixo de uma mentalidade de escassez, uma realidade bem diferente da que vivemos atualmente – porém ainda assim, é possível encontrarmos equipes, profissionais e negócios presos a “tirania do OU”.

Nossas limitações e sucessos serão baseados, mais frequentemente, em nossas próprias expectativas para nós mesmos. No que a mente foca, o corpo atua. (Denis Waitley)

Nas melhores escolas de Coaching do mundo, todo bom Coach já aprendeu que existe um grande poder na expressão “E se…”, e arrisco dizer que se todos nós fizéssemos diariamente este exercício – logo descobriríamos as infinitas possibilidades e principalmente, inúmeras saídas e soluções que geralmente existem para os problemas ou desafios que até então nos parecem insolúveis.

Então ao invés de colocar as coisas dentro do posicionamento comum do “OU”, mude e coloque os acontecimentos dentro da perspectiva do “E se…”, veja alguns alguns exemplos abaixo:

– E se você pudesse fazer tudo o que quisesse, o que você faria para ser feliz e plenamente realizado?

– E se você estivesse com o seu negócio num mercado totalmente novo, o que a sua empresa venderia em termos de produtos e serviços?

– E se você tivesse todo dinheiro de que precisa para fazer o seu projeto pessoal decolar, quais coisas você realizaria?

– E se você tivesse todo o tempo do mundo para fazer o que realmente é importante para você e sua carreira profissional, o que você faria à partir de agora?

Perceba que este exercício por mais simples que possa parecer, ele é extremamente poderoso e é capaz de remover muitas “barreiras” e crenças limitadoras que normalmente cada um de nós cria inconscientemente para não tomar atitudes, não mudar ou não fazer e realizar coisas que desejamos.

E da mesma forma, por outro lado, a tirania do “OU” também é capaz de podar o importante exercício da inovação e criatividade na hora de encontrar soluções diferenciadas, motivo pelo qual também muitos negócios acabam ao longo dos anos estagnando.

Como líder ou gestor do seu negócio passe a instigar e motivar nas pessoas o exercício do questionamento positivo focado em abrir e encontrar sempre novas possibilidades:

1) Defina com precisão o problema (isto é 90% do trabalho feito)

  • Na proposta do Action Learning uma grande parte do exercício de encontrar soluções inovadores para problemas complexos consiste em investir tempo em definir o problema, pois ignorar isto é avançar com soluções nem sempre apropriadas ou capazes de atacar verdadeiramente o problema.

2) Discuta as possibilidades (quase sempre temos mais do que duas opções)

  • Além da primeira, segunda ou até terceira ideia, o que mais é possível ser feito? Esmiúce cada possibilidade, discuta cada opção e motive uma mentalidade de abundância de soluções.

3) Discuta até chegar a qual é a melhor opção de todas as opções (da divergência para a convergência)

  • Depois de determinar o foco do problema ou desafio, e também de compreendê-lo do ponto de vista de suas verdadeiras e reais causas – depois de avaliar as múltiplas opções de ações, é preciso definir o que fazer e é preciso entrar em ação.

4) Também aproveite para se antecipar a possíveis barreiras, refletir sobre problemas ou dificuldades que podem surgir na execução da ação definida.

  • Como numa boa viagem bem planejada, é possível que fatos inesperados ocorram – assim sendo o problema não reside neste detalhe, mas sim no quanto isto foi levado em consideração antes de que a viagem fosse iniciada e o quanto é possível nos anteciparmos com soluções a este ponto.

5) Por fim, recapitule tudo, alinhe o entendimento e coloque a ação pra acontecer, sempre acompanhando e corrigindo se necessário.

  • O grande êxito, depois de tomadas tais providências, é garantir que o planejado seja executado e garantir também, na condição de líder e gestor, suporte – orientação e apoio contínuo.

 

Espero que as ideias acima lhe ajudem a sair da “prisão do OU” – lhe apoiem a ampliar seus atuais horizontes e contribuam para que você passe a agir dentro do vasto “campo do SE”.

Lembre-se que o foco deve estar no AGIR… pois sem ação, ter poucas ou muitas opções acabam apenas sendo no final das contas, simples opções… assim, o segredo sempre está na AÇÃO!

Boa sorte e mãos a obra!!!

Artigo original aqui.

Consultor, Trainer, Business Coach e Action Learning Coach.